Abaixo a repressão: Condenação imediata dos PMs que mataram Claudia da Silva Ferreira!

O poder repressivo utilizado para oprimir a classe trabalhadora em todo país, especialmente seu extrato mais sofrido- os trabalhadores negros e a juventude, cada vez mais expressa a degeneração do sistema capitalista reproduzindo a violência e a barbárie humana. A morte no último domingo da faxineira Cláudia da Silva Ferreira de 38 anos que saiu de casa para comprar pão aos 4 filhos e foi baleada em um tiroteio no Morro da Congonha, depois torturada e arrastada pela Polícia Militar é uma demonstração do papel que assume o poder repressivo no capitalismo.

O tratamento que Claudia recebeu sendo 'jogada' como lixo no porta malas do carro da PM, sem qualquer acompanhamento em todo trajeto, mesmo com inúmeras pessoas avisando que estava sendo 'arrastada' pelo veículo pendurada no para-choque e assim foi por 250 metros é muito mais que desumano.Em manifestações na favela moradores gritavam: "Quanta covardia, a polícia mata pobre todo dia!". Enquanto amigas de Claudia declaravam:"Eles disseram que ela tinha algum envolvimento, mas o único envolvimento que ela tinha era com as vassouras no trabalho!". O irmão de Claudia, Júlio César da Silva Ferreira denunciou: "Foi uma execução mal sucedida. Depois disseram na delegacia que estava com quatro armas, mas isso é mentira. Ela só estava com um copo de café na mão e seis reais para comprar pão. Ela levou três tiros de curta distância. Isso é uma execução. Não queremos que essa história fique impune. Se não ela será só mais um Amarildo!".(http://oglobo.globo.com/rio/marido-suspeita-que-mulher-arrastada-por-car...)

Claudia acordava de madrugada todos os dias para trabalhar de auxiliar de serviços gerais em um hospital no Rio de Janeiro. Além de seus filhos ela sustentava mais 4 sobrinhos.Esse foi seu único crime: ser trabalhadora, pobre e negra. A indignação que os moradores da favela manifestavam está pautada na luta de classes imposta por este sistema opressor e o grito de "basta" está preso na garganta de todos os trabalhadores.

O vigilante Alexandre Fernandes da Silva, marido de Claudia declarou na imprensa: "Trataram ela como um bicho. Nem o pior traficante do mundo deveria ser tratado assim. Quando cheguei no hospital, eles falaram que ela tinha ido para a UTI, mas ela já estava morta. Ela leva um tiro no peito e é arrastada no chão. Como vai sobreviver? Temos quatro filhos, uma de 18 anos, um de 16 e um casal de gêmeos que fará 10 anos no próximo domingo. Meu filho não quer ver a mãe no caixão, mas ele tem que ver. Eu estou preparando eles. É a mãe deles, eu não posso esconder isso.Se não tivessem arrastado ela, ela poderia estar viva". O filho de 16 anos também se pronunciou: "Ela tinha medo das ações da polícia na comunidade. Todo os dias, eles [ PMs] chegam atirando e depois vão ver quem é. Ela não deixava a gente ficar na rua com medo de acontecer alguma coisa ou de confundirem a gente  com traficantes".(http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/03/trataram-como-bicho-d...).

A morte da trabalhadora negra da favela é mais uma que entra na lista criminosa deste Estado burguês e vai virar estatística para pintar a podridão do capitalismo e maquiar a falsa democracia que não pode promover segurança e tampouco igualdade. Afinal, não está na pauta do poder repressivo do Estado capitalista a ' humanidade', a dignidade humana é mais uma bandeira falsa da democracia burguesa A cartilha é outra e os inimigos estão bem posicionados na luta de classes.

A política de repressão é a garantia do estado burguês e da propriedade privada dos grandes meios de produção, custe o que custar! E quem paga essa conta é sempre o povo trabalhador. Um exemplo claro disso foi o caso de Amarildo, no Rio de janeiro, torturado até a morte pela dita ' Polícia Pacificadora' UPP, assim como Ricardo, funcionário terceirizado da UNIFESP na Baixada Santista, que foi misteriosamente assassinado em casa, poucas horas depois te ter saído da delegacia, onde foi espancado por policiais.

A violência e a repressão exige de todos os trabalhadores uma luta revolucionária, pois o poder repressivo é a arma deste sistema para o domínio de uma maioria explorada diariamente e que não tem mais nada além da própria força de trabalho.O poder repressivo somente preservará os privilégios da classe dominante, assassinando e condenando os trabalhadores à barbárie. Porém, a desmilitarização não impede que os agentes civis continuem aplicando a política do poder repressivo, matando e massacrando os trabalhadores pobres, negros e a juventude. A única maneira de superar esse sistema criminoso que produz miséria e promove a morte é lutando por uma sociedade livre da opressão e exploração de classe. O Movimento Negro Socialista condena a ação da PM do Rio de Janeiro e convoca todos os movimentos a combater e destruir o capitalismo, lutando lado a lado com toda classe trabalhadora para construção de um sistema livre e mais humano.

Pela Dissolução das PMs!

Resposta imediata aos familiares de Claudia da Silva Ferreira!

Abaixo a repressão!

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